
Por que a mídia e os órgãos fiscalizadores falharam no escândalo do Master?
O Brasil, desde novembro, está assistindo o desenrolar de um dos maiores escândalos financeiros do país: o crescimento vertiginoso e a liquidação tardia e explosiva do Banco Master e seus penduricalhos. O banco de investimentos fundado pelo empresário Daniel Volcaro, há pouco mais de 8 anos. Segundo a jornalista Consuelo Dieguez, em reportagem publicada em fevereiro, na revista Piauí 233 (1), “ o banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”.
Os últimos dias foram pródigos em mostrar entrevistas em que as fontes se atrapalharam, sobre situações que podemos caracterizar como crise. Declarações intempestivas, precipitadas e confusas acabaram chamando a atenção, merecendo, de imediato, muitas críticas. Dar entrevista pode ser fácil para quem tem experiência e domina o tema. Mas. quando a fonte é inexperiente, sobretudo em temas controversos, sob o escrutínio dos jornalistas, geralmente acaba escorregando. Principalmente se nunca fez treinamento de Media Training. Em alguns casos, essa entrevista marca definitivamente a carreira.
O que importa nas escolas são os professores. Felizmente, didática pode ser ensinada.
"Esqueça uniformes elegantes e turmas pequenas. O segredo para notas excepcionais e alunos promissores são os professores. Um estudo norte-americano descobriu que, em um único ano treinando os melhores 10% dos professores, é transmitido aos alunos três vezes mais aprendizado que os piores 10% dos professores conseguem. Outro estudo sugere que se os alunos negros fossem ensinados por 25% dos melhores professores, a defasagem entre o aproveitamento deles e o dos alunos brancos iria desaparecer.”
O triste episódio de um aluno que atirou com uma pistola em seis colegas no Colégio Goyases, em Goiânia, infelizmente, não é um ato isolado no contexto da educação brasileira. Um dia antes, em Brasília, um aluno de 18 anos, adulto portanto, jogou uma cadeira numa professora, porque esta o advertiu para tirar o boné na sala de aula. Agressões a professores tornaram-se comuns, o que acontece principalmente com alunos mais vulneráveis, geralmente com problemas de relacionamento em casa ou que vivem num ambiente de violência.
O incêndio provocado na creche Gente Inocente em Janaúba-MG, junto com um dos maiores atentados com vítimas fatais da história dos Estados Unidos, marcaram uma semana para apagar, mas não para ser esquecida.
Por que a ética do CEO é mais importante do que nunca? Violações éticas estão fazendo com que mais CEOs percam os empregos. O que estaria acontecendo? As empresas não estão fazendo uma boa seleção dos principais dirigentes? Os pesquisadores dizem que os números crescentes não apontam para mais comportamentos desonestos: é que os CEOs estão sendo responsabilizados por uma quantidade maior de falhas em decisões, que acabam comprometendo a gestão. O que enfatiza cada vez mais a importância do compliance. Em função também de uma cobrança da sociedade, dos acionistas e da mídia por mais transparência e disclosure.
A empresa aérea irlandesa Ryanair, conhecida pela agressividade nos preços baixos e também por ações de marketing bastante polêmicas, irritou boa parte dos clientes ao anunciar ontem o cancelamento de 50 voos diários, em média, por seis semanas, avisando com 24 horas de antecedência.









