
Por que a mídia e os órgãos fiscalizadores falharam no escândalo do Master?
O Brasil, desde novembro, está assistindo o desenrolar de um dos maiores escândalos financeiros do país: o crescimento vertiginoso e a liquidação tardia e explosiva do Banco Master e seus penduricalhos. O banco de investimentos fundado pelo empresário Daniel Volcaro, há pouco mais de 8 anos. Segundo a jornalista Consuelo Dieguez, em reportagem publicada em fevereiro, na revista Piauí 233 (1), “ o banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”.
Rebekah Brooks, ex-editora-chefe da News International, e Andy Coulson, ex-editor do jornal News of the World e ex-porta-voz do Primeiro Ministro David Cameron, começam a ser julgados hoje no Reino Unido. Eles enfrentam a corte acusados de terem participado de um esquema de grampos ilegais em autoridades, celebridades e pessoas comuns, num dos maiores escândalos da mídia internacional.
Já temos pacificado e entendido que o comando das crises numa organização cabe aos gestores. A comunicação é um pilar decisivo, imprescindível e fundamental na solução das crises corporativas. Mas se os gestores não se envolverem e conduzirem a solução da crise, do ponto de vista operacional, não há assessor de comunicação no mundo, por melhor que seja, que possa solucionar a crise sozinho.
O jornalista Milton Jung entrevistou neste sábado o titular do site, no Programa Mundo Corporativo, da Rádio CBN. A entrevista, de 30 minutos, levantou temas contemplados no livro recém lançado pela Editora Atlas, Gestão de Crises e Comunicação - O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber sobre Crises Corporativas.
Por Marinete Veloso. Para o Valor.
Em suas atividades rotineiras, empresas públicas e privadas cometem erros que são administrados e corrigidos no exercício natural da gestão. A situação se complica quando o erro deixa de ser um problema corriqueiro, ganha contornos mais sérios e se transforma em crise.
Análises de casos emblemáticos de crises mostram que 95% delas eram previsíveis, decorrentes de erros de gestão e de administração. "Como evitá-los é o grande desafio", diz João José Forni, cujo livro discute conceitos, traz análises de casos e, principalmente, apresenta processos sobre como gerir uma crise.
O gerenciamento de crises em desastres naturais cada vez mais está centrado na prevenção e preparação, ou seja, na gestão de riscos. O exemplo neste fim de semana vem da Índia, um dos países situados numa região onde catástrofes naturais fazem parte da natureza e deixaram, nos últimos anos, milhares de vítimas.
Dois terços dos diretores de comunicação (CCO) de grandes corporações dizem, em pesquisa, que a experiência em gestão de crises é o pré-requisito fundamental e mais importante para o sucesso. E que essa importância tem aumentado drasticamente nos últimos anos.









