
Reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos
A “Organicom”, Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, da Universidade de São Paulo (USP), publicou o dossiê “Risco e Crise: reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos”. São 13 capítulos com diferentes temas ligados à Gestão de Riscos, além de uma entrevista "Gestão da comunicação de crise na sociedade de riscos: desafios e perspectivas na visão de W. Timothy Coombs", um dos maiores especialistas em Gestão de crises, no mundo; professor e autor de livros clássicos sobre Crisis Management, com destaque para The Handbook of Crisis Communication, de 2010, com várias edições; e um dos pioneiros no estudo desse tema do ponto de vista teórico, principalmente da comunicação de crise. A entrevista foi feita pelo Professor doutor em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria, Jones Machado.
O recente episódio da festa dos prefeitos que o Governo Federal patrocinou em Brasília, com mais de 15 mil pessoas, mostra como é difícil as autoridades públicas lidarem com a transparência. Quando a imprensa quis saber quanto o governo havia gasto no convescote, a primeira informação foi R$ 253 mil. Como ninguém acreditou, o governo achou que a crise faria a imprensa esquecer os gastos.
Grande número de jornalistas começou a trabalhar no governo Obama em janeiro. Seria uma quantidade incomum em mudanças de governo nos EUA. Numa capital onde fervilham boatos e troca-troca de cargos, instalou-se um debate sobre a possibilidade de Obama estar recebendo tratamento favorável da mídia pelas relações de trabalho que passou a ter com ex-jornalistas da grande imprensa.
A circulação média diária de jornais no Brasil no ano passado cresceu 5% na comparação com 2007. Passou de 4,14 milhões de exemplares para 4,35 milhões de exemplares, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação).
A decisão do governo de impor, sem comunicação adequada, a exigência de licenciamento prévio para liberar importações de vários produtos, tomada dia 26 de janeiro, acabou gerando uma crise, com reação de empresários e até de governos do Mercosul. A imprensa classificou a operação como “barbeiragem”, termo que teria saído do Ministério da Fazenda. Alguém acredita que essa medida foi tomada sem o conhecimento daquele ministério?
As relações entre imprensa e poder sempre foram difíceis. Desde que a imprensa, representada pelos jornais, se transformou em instrumento de opinião independente, os governantes tentam controlá-la.
Depois do australiano Rupert Murdoch assumir o controle de grandes redes de TV, jornais e editoras americanas, a crise que afeta, principalmente os jornais dos EUA, facilita o assédio de empresários estrangeiros. Murdoch, dono da News Corporation, acabou comprando um dos ícones do jornalismo americano, o The Wall Street Journal. E está de olho em outro símbolo da mídia dos EUA, o The New York Times.









