
Reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos
A “Organicom”, Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas, da Universidade de São Paulo (USP), publicou o dossiê “Risco e Crise: reflexões sobre a gestão da comunicação organizacional na sociedade de riscos”. São 13 capítulos com diferentes temas ligados à Gestão de Riscos, além de uma entrevista "Gestão da comunicação de crise na sociedade de riscos: desafios e perspectivas na visão de W. Timothy Coombs", um dos maiores especialistas em Gestão de crises, no mundo; professor e autor de livros clássicos sobre Crisis Management, com destaque para The Handbook of Crisis Communication, de 2010, com várias edições; e um dos pioneiros no estudo desse tema do ponto de vista teórico, principalmente da comunicação de crise. A entrevista foi feita pelo Professor doutor em Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria, Jones Machado.
Declarações bombásticas, publicadas pela revista Rolling Stone, do general Stanley McChrystal, comandante das forças americanas no Afeganistão, acabou causando sua demissão. A rápida decisão do presidente Obama de demitir o general mostrou a reação do governo dos EUA a uma demonstração de indisciplina de um comandado. Por isso Obama agiu rápido, como recomenda o mandamento básico para evitar uma crise.
A imprensa segura a informação. De início, quase sempre as empresas negam. Depois, admitem reservadamente. Mas na maioria dos casos, quando o assunto se torna um risco à imagem, não há como esconder. Estamos falando de um fato muito comum nas organizações modernas e que pode ser o estopim de crises, quando mal administrado: o suicídio de empregados.
Há algum tempo se constata que a profissão de jornalista tem grande preferência do público feminino. O jornal The Observer, de Londres, publicou artigo neste fim de semana com um outro alerta: a mídia do futuro precisa ser estruturada e inspirada para as mulheres. Isso porque muitos jornais britânicos têm mais leitores homens do que mulheres. Mas a diferença está diminuindo rapidamente. O alerta se baseia no site Mail Online, do jornal Daily Mail, que sugere um avanço das mulheres na direção das mídias digitais de notícias.
Obama já perguntou que “traseiro ele deve chutar” para cobrar a conta do maior desastre ambiental da história americana. Nesta semana, autoridades e ambientalistas questionaram se a BP deveria pagar dividendos aos acionistas ou suspender o pagamento, até que se calcule o prejuízo causado pelo acidente.
Não está fácil para as multinacionais. A British Petroleum, que gastou US$ 600 milhões nos últimos quatro anos para melhorar a imagem, ao tentar associá-la ao comprometimento com a preservação do meio ambiente, em poucos dias viu esvair-se todo esse capital reputacional.
Crise para todos os gostos. Vários acontecimentos nos últimos dias mostram como as instituições falham em acontecimentos geradores de crises. São erros de gestão, desrespeito ao consumidor e até crimes contra inocentes. Em todos os casos, as organizações se descuidaram dos sinais ou riscos iminentes ou de ações preventivas, que poderiam ter evitado ou pelo menos amenizado as crises. Falhas de administração que geraram prejuízos financeiros e de imagem.









