
Maior crise corporativa do país completa sete anos
O rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, completou sete anos no último dia 25 de janeiro. É considerada a maior crise corporativa da história do país, não apenas pelo número de vítimas, 272 pessoas, como pelo impacto dos rejeitos despejados no meio ambiente da região. Dano esse irreparável e que irá perdurar por muitos anos. Aproveitando essa data, que deverá ser lembrada todos os anos, principalmente pelos parentes das vítimas, publicamos artigo do saudoso jornalista Francisco Viana, que em março de 2019, poucos dias após o rompimento, fez uma excelente reflexão sobre essa tragédia. Chico Viana faleceu sete meses após esse acidente, em 25 de agosto de 2019.
Crise não é só privilégio de companhia aérea, político ou governos. Ela ataca também time de futebol, independente do tamanho da torcida. O Corinthians entrou no inferno astral desde que a imprensa e a Polícia Federal começaram a levantar suspeitas sobre a parceria com a MSI, feita há três anos.
Só faltava esta. Depois de constranger passageiros a tirar sapatos, abrir malas, expurgar líquidos, passar por várias revistas e detectores e responder a perguntas simplórias sobre portar explosivos na bagagem, a política anti-terrorista americana quer determinar agora o que você pode fazer com seu computador.
Depois do “estupra, mas não mata” de Paulo Maluf e do “relaxe e goze” da Ministra do turismo, parece que as autoridades estavam tomando mais cuidado antes de falar de improviso. Mas o festival de frases infelizes que assola o país continua.
Um recall da empresa Mattel, que importa brinquedos de diversos países para o Brasil, acabou gerando uma crise de imagem, que certamente afetará a reputação e os negócios futuros da indústria.
O mês de agosto está pródigo em crises de imagem empresariais, crises financeiras, com respingos também em reputações pessoais. O mundo financeiro foi abalado por soluços na economia americana que ameaçaram a calmaria dos mercados e bolsas de valores dos últimos anos. A confiança do investidor foi atingida e os investidores estrangeiros fugiram das economias chamadas emergentes, como a do Brasil. Resultado: queda recorde na Bolsa de Valores, aumento do risco Brasil e do dólar.
O furo do jornal O Globo, em 23 de agosto, flagrando diálogos privados no e-mail de ministros do STF dá margem a inúmeras discussões. De um lado, aqueles que defendem a liberdade de opinião, sempre que a atuação do jornalista seja relevante para o leitor e estiver comprometida com o interesse público.









