Aeropoprto3O mês de agosto está pródigo em crises de imagem empresariais, crises financeiras, com respingos também em reputações pessoais. O mundo financeiro foi abalado por soluços na economia americana que ameaçaram a calmaria dos mercados e bolsas de valores dos últimos anos. A confiança do investidor foi atingida e os investidores estrangeiros fugiram das economias chamadas emergentes, como a do Brasil. Resultado: queda recorde na Bolsa de Valores, aumento do risco Brasil e do dólar.

Enquanto isso, o debate sobre os problemas no transporte aéreo brasileiro parece não ter fim. Cada dia aparecem mais denúncias ou constatações de que os desmandos e problemas causados aos passageiros são fruto de erros de gestão e da falta de órgãos fiscalizadores mais sérios, que assumam a defesa dos consumidores e do mercado e não o lado poderoso das companhias aéreas. A fiscalização inexistente finge que fiscaliza e as empresas fazem o que querem. Só podia dar em crise, a mais grave do setor desde que a aviação brasileira tomou contornos comerciais e de mercado.

A semana também foi surpreendida por um recall da empresa americana Matell, que está comandando uma operação para retirada de 21,8 milhões de brinquedos do mercado. Prejuízos financeiros incalculáveis, arranhões na imagem e um questionamento sério sobre a dependências das grandes multinacionais dos fabricantes chineses, que enviaram brinquedos com tinta contendo componentes de chumbo ou pequenos ímãs, passíveis de serem engolidos.

No âmbito pessoal, algumas autoridades estão sofrendo uma fritura pública.
No Congresso Nacional, prossegue a novela Renan Calheiros, ainda sem data para acabar. Enquanto o presidente do Congresso faz de tudo para se defender, as revistas semanais ou a Polícia Federal trazem mais elementos comprometedores. A agonia pública do Senador parece não ter limites. A imprensa diz que já estaria montada uma operação para uma saída honrosa, sem renúncia ou punição. O problema é que o Congresso não funciona regulamente durante esse processo.

Enquanto isso uma diretora da ANAC – Agência Nacional da Aviação Civil é constrangida na CPI e começa também a viver o próprio calvário. É o resultado de indicações políticas para cargos que exigem perfis eminentemente técnicos. Aí começa a existir uma mistura entre o interesse privado de quem quer ficar e o interesse público da Agência Nacional, paga com o dinheiro do contribuinte. Basta ver as notas em defesa da diretora,  nas quais se confunde a defesa pessoal com o interesse que deveria ser “público” da agência reguladora.    

Somado a todos esses problemas, a mídia volta com o tema do mensalão, o pior momento do Governo Lula em cinco anos de mandato. O Procurador Geral da República pretende denunciar os 40 envolvidos ainda nesta semana. Não fosse por tantos outros escândalos que a mídia publica todos os dias, este seria o tema relevante da imprensa nos próximos dias. Mas quem garante que o mercado internacional ou o Brasil não vão tirar o foco com outra pauta mais grave?

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