
Maior crise corporativa do país completa sete anos
O rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, completou sete anos no último dia 25 de janeiro. É considerada a maior crise corporativa da história do país, não apenas pelo número de vítimas, 272 pessoas, como pelo impacto dos rejeitos despejados no meio ambiente da região. Dano esse irreparável e que irá perdurar por muitos anos. Aproveitando essa data, que deverá ser lembrada todos os anos, principalmente pelos parentes das vítimas, publicamos artigo do saudoso jornalista Francisco Viana, que em março de 2019, poucos dias após o rompimento, fez uma excelente reflexão sobre essa tragédia. Chico Viana faleceu sete meses após esse acidente, em 25 de agosto de 2019.
As denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, bem como as graves acusações, seguida de prisão do governador do Amapá, nas últimas semanas, expõem de novo a face descarada e promíscua dos dirigentes públicos. Como aconteceu no Distrito Federal recentemente. Sem escrúpulos, confundem interesses públicos com negócios privados.
Nesta semana, o Sindicato do Ensino Privado do RS – Sinepe realizou encontro de comunicação em Porto Alegre, para diretores, dirigentes e assessores de comunicação de escolas do estado. Além do marketing, um dos temas do encontro foi o gerenciamento de crises. Por que gestão de crises na pauta do encontro?
Há pelo menos duas semanas, governo, oposição, Receita Federal e mídia se digladiam numa guerra de informação em torno do vazamento de dados relativos ao imposto de renda de pessoas ligadas ao PSDB e, agora, à família do candidato oposicionista.
O drama dos 33 mineiros soterrados em uma mina no Chile, acompanhado por toda a mídia mundial, independentemente do lado humano, pode ser uma experiência interessante para analisar conceitos e premissas de gestão de crises. A começar pelas falhas que levaram ao desabamento. A empresa proprietária da mina não cumpria as mínimas exigências de prevenção de acidentes, o que poderia ter evitado ou minimizado a tragédia. As famílias resolveram processar a mineradora. Tentativa que poderá ser em vão, porque ela não voltará a funcionar. Está quebrada.
Uma das maiores preocupações das empresas atuais são as chamadas redes ou mídias sociais. Quase todos os dias temos registros de crises iniciadas a partir das redes, principalmente Twitter, Facebook e Orkut, incluindo também o poder de fogo dos blogs. As empresas e organizações públicas começam a estruturar áreas específicas para monitorar as mídias sociais. Não só acompanham, como respondem quando necessário.
Os sites www.comunicacaoecrise.com e www.jforni.jor.br tiveram, juntos, incremento de 48,46% no número de pageviews no mês de maio, alcançando o maior número de visitas, como de páginas visitadas, desde a criação em 2007. A média diária de acessos cresceu 44%.









