
Por que a mídia e órgãos fiscalizadores falharam no escândalo do Master?
O Brasil, desde novembro, está assistindo o desenrolar de um dos maiores escândalos financeiros do país: o crescimento vertiginoso e a liquidação escandalosa do Banco Master. O banco de investimentos fundado pelo empresário Daniel Volcaro há pouco mais de 8 anos. Segundo a jornalista Consuelo Dieguez, em reportagem publicada este mês na revista Piauí (1), “ o banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o BC de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”.

O The New York Times – um dos jornais de maior prestígio no mundo - publicou em 5 de janeiro pela primeira vez em sua história anúncio na primeira página. Analistas atribuem a decisão aos efeitos da crise econômica na imprensa dos Estados Unidos. O anúncio da rede de televisão CBS ocupou uma barra no pé da primeira página. O valor negociado para a veiculação não foi revelado. Quem anuncia na primeira página deve pagar também por um pacote nas páginas internas.
Algumas modificações nesta página, a partir deste início de ano. O Blog terá uma nova configuração, mais adequada ao perfil dos Blogs que circulam na internet. Sempre que possível, terá notas mais curtas sobre comunicação e crises, no Brasil e no mundo, comentários e críticas à atuação da mídia ou das empresas, além de informações sobre novas tecnologias associadas ao futuro da imprensa.
O ano de 2008 termina deixando um rastro de crise no mundo. Será lembrado no futuro como o período da mais grave crise econômica da história, desde o crash das bolsas de 1929. Não bastasse a quebra de bancos, seguradoras e financeiras, a crise feriu o mais forte ícone da economia americana desde o início do século XX, a indústria automobilística.
A crise global, ao mesmo tempo em que representa séria ameaça às empresas e organizações de governo, é uma oportunidade de destacar os melhores estilos de liderança capazes de conduzir a organização durante a crise. Os estilos dos empresários que conduzem a crise são diferentes. E isso pode ser a grande diferença para empresas se saírem melhor ou pior durante a atual crise.
A crise que atinge as economias globais entrou com força nas redações. Jornais, canais de TV, conglomerados de mídia, todos estão sentindo os efeitos da queda na atividade produtiva e, por conseqüência, no faturamento publicitário. A indústria de jornais do Reino Unido espera um ano austero em 2009. A receita de publicidade deve cair 21% no próximo ano, segundo relatórios do setor.
Nos últimos dias, vários episódios acontecidos no Brasil mostram a facilidade com que as crises envolvem as empresas. São episódios insólitos, mas violentos, que acontecem de maneira gratuita e descuidada. Se não forem contidos e administrados de forma correta, têm grande potencial para se transformar em crise.









