
Fórum Mundial alerta para ameaças cibernéticas em 2026
O Fórum Econômico Mundial, realizado em janeiro último em Davos, Suíça, entre inúmeras discussões sobre os cenários econômicos dos próximos anos, lançou um alerta de crises muito enfático: as ameaças cibernéticas não apenas aumentaram como estão cada vez mais sofisticadas. E adverte “para uma crescente desigualdade cibernética”. O Relatório do Fórum, divulgado em fevereiro, traz um denso artigo sobre o tema, que está sempre presente em qualquer das edições do fórum, variando apenas sobre o grau de probabilidade de ocorrências desse tipo de crise.
Na última sexta-feira, o Jornal Nacional da Rede Globo anunciou que o governo decidiu instalar um Gabinete de Crise (nome pomposo quando se quer dar um destaque) para tentar amenizar os problemas com a epidemia de dengue no Rio de Janeiro.
Numa ação inédita para os padrões britânicos, dois tablóides diários - Daily Express e Daily Star - da mesma cadeia jornalística pediram desculpas aos pais da menina Madeleine, o casal Kate e Gerry McCann. A retratação deve-se a matérias divulgadas no ano passado em que apontavam os pais como suspeitos da morte da menina.
O Pentágono proibiu o Google de fazer fotografias e vídeos de instalações militares americanas depois que imagens do interior e de pontos estratégicos de uma base no Texas apareceram no site de buscas mais popular da internet.
O Governador de Nova York, Eliot Spitzer, não aguentou a pressão, depois que o New York Times denunciou, na segunda-feira (10), seu envolvimento com redes de prostituição. Ele apresentou a renúncia menos de 72 horas da notícia publicada no site do NYT.
Se servir de consolo, pelo menos não estamos sozinhos. A crise no transporte aéreo, que incomodou por quase um ano os brasileiros, não é privilégio nosso. As autoridades britânicas e os passageiros estão enfrentando há bastante tempo uma crise que envolve a BAA – empresa privada que administra sete grandes aeroportos na Inglaterra e a British Airways, maior empresa de aviação britânica.
A prática de pressionar a imprensa, mediante constrangimentos jurídicos, como ocorre atualmente com as ações da Igreja Universal, não é novidade no comportamento de quem quer cercear a ação da imprensa. A pressão comercial de algumas empresas, quando cortam a publicidade por represália, ou até as alegações de patriotismo, como usou o Governo Bush, na Guerra do Iraque, são outras ações praticadas para pressionar a imprensa por quem se sente incomodado com a publicação de matérias que ameaçam a reputação. Na falta de uma explicação convincente e transparente, o caminho mais fácil é tentar constranger a imprensa ou os jornalistas.









