gov_NYO Governador de Nova York, Eliot Spitzer, não aguentou a pressão, depois que o  New York Times denunciou, na segunda-feira (10), seu envolvimento com redes de prostituição. Ele apresentou a renúncia menos de 72 horas da notícia publicada no site do NYT.

Segundo o NYT, as autoridades americanas que investigavam a rede de prostituição Emperors Club, que cobrava até US$ 5,5 mil por hora de programa com prostitutas, gravaram conversa de Spitzer em Washington quando tentava contratar os serviços de uma garota de programa.

Segundo divulgado pelas agências internacionais, a operação começou nos escritórios do Internal Revenue Service (IRS), a Receita Federal dos EUA. Os analistas do IRS examinavam documentos de transações financeiras suspeitas denunciadas por bancos que alertavam para movimentações financeiras incomuns envolvendo o governador de Nova York.

Ainda conforme a denúncia publicada no NYT, os técnicos do IRS desconfiaram da forma como as movimentações eram feitas. Segundo uma fonte não identificada do jornal, as transações deixavam claro que Spitzer estava tentando esconder a fonte, o destino e o motivo dessas transações que envolviam milhares de dólares.

Os valores tinham como destino final contas de empresas fantasmas. Assim, a primeira suspeita do IRS foi de que se tratasse de crimes como corrupção, suborno ou algum tipo de caixa dois de campanha eleitoral. De acordo com o NYT, os técnicos jamais suspeitaram que o crime poderia ser ligado a uma rede de prostituição. Quer dizer: ele foi pego por acaso, numa investigação em que não era o alvo.

O Governador no mesmo dia em que saiu a denúncia fez um pronunciamento à imprensa e pediu desculpas à família por ter violado as “obrigações familiares”, admitindo “não estar à altura do que esperava de mim mesmo”. Tido como garoto prodígio, advogado de sucesso, formado em Harvard, ele foi eleito em 2006 pregando a luta contra todos os tipos de corrupção.

Existe uma máxima na administração de crise que “os esqueletos guardados no armário, um dia podem sair e aparecer para você, em forma e assombração”. É o que está acontecendo agora com o governador. Até os aliados mais próximos manifestaram-se surpresos com o envolvimento pouco recomendável do governador.

O NYT não deu trégua. Abriu diversas matérias na primeira página para denunciar o governador. Depois do pronunciamento, começaram as pressões para ele renunciar. Caso contrário, advogados e a oposição ameaçaram abrir um processo de impeachment. Na quarta-feira (12), ele não teve alternativa. Entregou o cargo, que  será transmitido ao vice-governador, no próximo dia 17.

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