mosquito_dengueNa última sexta-feira, o Jornal Nacional da Rede Globo  anunciou que o governo decidiu instalar um Gabinete de Crise (nome pomposo quando se quer dar um destaque) para tentar amenizar os problemas com a epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Até aí tudo bem, a epidemia atingiu níveis que já deveriam ter mobilizado as autoridades. A mídia expôs à exaustão doentes, principalmente crianças, esperando horas e horas nas filas de atendimento nos hospitais do Rio de Janeiro e o desespero dos pais.  

Há mais de uma semana as manchetes trazem histórias tristes e o crescimento as mortes atribuídas à dengue. O índice de mortalidade, segundo a Organização Mundial de Saúde é de 5% no Rio, quando o índice tolerado no mundo não deve passar de 1% dos infectados. O que se viu até agora foram os governos (federal, estadual e municipal) discutirem e se alfinetarem, trocando acusações sobre o culpado pelo estado atual do atendimento. O secretário de saúde do Rio de Janeiro insinuou que a população é culpada, porque não contribuiu para debelar o mosquito.  

A grande sacada, então, foi anunciar o chamado Gabinete de crise. Só que, pasmem, se gabinete de crise significa algo extremo, para resolver uma situação emergencial, durante uma crise, conforme ensinam os manuais de crise, não dá para entender como o governo anuncia o tal Gabinete na sexta-feira (dia 21) para se reunir a partir de segunda-feira. Parece até que as autoridades deram uma trégua de Páscoa ao mosquito da dengue, pedindo para ele não atuar durante os feriados, só voltando a atacar na segunda-feira.

Esse foi um erro primário. Seria melhor, nesse caso, não anunciar o chamado Gabinete de Crise. Uma vez criado, ele imediatamente deve estar atuando. Só se justifica Gabinete de crise para funcionar em emergências, como é o caso. Com tal, merece toda a prioridade do governo, mesmo durante feriados ou fim-de-semana.

Como se não bastasse essa mancada, o mesmo JN deu um exemplo do descaso das autoridades na administração desse assunto. Mostrou uma dona de casa tentando denunciar um foco de mosquito na casa da vizinha para um telefone 0800, conforme pede o próprio governo. Escutou a seguinte mensagem: “Nosso horário de atendimento é das 8h às 20h nos dias úteis”.

Acredite, se quiser. Enquanto as autoridades bate passar os feriados e a Páscoa sem ser incomodado.

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