Robert Cowen“Hoje, não importa o que os governos façam, o futuro será moldado pelos fenômenos da internacionalização e da inovação. As universidades, as fundações, as empresas, os institutos, todos terão que achar um jeito de se adaptar a essa realidade. As pessoas mais preparadas no mercado de trabalho sabem exatamente o perfil dos trabalhadores que querem contratar, e vão achar um jeito de treiná-los, mesmo que dentro das empresas.”

É o que afirma Robert Cowen, Professor emérito do Instituto de Educação da Universidade de Londres e especialista em educação, em breve entrevista ao jornal “O Globo” de 21 de junho. “O MBA virou um negócio lucrativo que ensina muito sobre técnicas, mas nada sobre sabedoria”. 

Entre vários questionamentos instigantes desta entrevista, destacamos:

“A última coisa que vocês precisam é de um bando de tecnocratas pensando em como organizar o país”.

 “O modelo comum no Reino Unido é o de simplesmente deixar os estudantes livres para escolherem suas carreiras, e esperar que eles se ajustem às demandas do mercado. O paradoxo desse modelo é que, se você pesquisar o perfil das pessoas que estão à frente das 15 maiores empresas britânicas, verá que um número surpreendente é formado em história, apesar de as carreiras mais procuradas serem administração ou direito.”

“Por que há tantos historiadores entre os executivos das empresas mais importantes na Inglaterra? Porque as pessoas no mercado têm que absorver um volume enorme de dados e ser hábeis em fazer julgamentos importantes diante de informações incompletas. É exatamente o desafio que um historiador enfrenta. Você não precisa de um MBA para isso, apesar de os MBAs terem virado um modismo.”

Vale a pena ler a entrevista de Robert Cowen, na íntegra: “O diploma de MBA hoje em dia é até perigoso”.

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