
Uma guerra por impulso, sem aposta para acabar
Parte do mundo acordou na manhã de sábado, 28 de fevereiro, com as manchetes internacionais anunciando que os Estados Unidos, junto com Israel, haviam iniciado bombardeios ao Irã. Várias incursões foram realizadas contra a capital Teerã e cidades do interior, nas primeiras horas. A primeira coisa que a maioria da população se perguntou é se o Irã havia atacado um desses países. Não. Na início da noite em Washington; 8 horas da manhã em Tel Aviv e 10 horas em Teerã, os EUA, junto com Israel, iniciaram o bombardeio sobre a capital e algumas cidades do interior do Irã.
“Falar em risco subentende o potencial de causar dano ou, de forma mais genérica, a potencial exposição à perda. Quando definimos crise, uma palavra sempre costuma aparecer, como se não fosse possível falar sobre crises corporativas sem sua sombra: ameaça. A crise quase sempre representa uma ameaça severa aos resultados de um programa de governo, a uma corporação, a um negócio. A noção de ameaça é inerente à discussão sobre risco. Com gerenciamento de risco, eu reduzo o nível de ameaça”. (1)
Uma pequena cidade do Texas, EUA, perto da fronteira com o México, vive até hoje o pesadelo do atentado de 24 de maio, quando um jovem de 20 anos entrou numa escola fundamental de Uvalde e matou 19 crianças e dois professores. Foi mais um capítulo na triste história americana de violência em escolas, casas de diversões, no transporte e até em unidades militares, por meio de atentados.

No fim de junho, reportagem do jornalista Rodrigo Rangel, do site Metrópoles, de Brasília, começou a desnudar um tipo de crise muito comum, nos tempos atuais, mas que, de certa forma, passa despercebida e oculta nas organizações, até que uma eventual denúncia ou a coragem das vítimas a exponha como escândalo na imprensa ou nas redes sociais. Estamos falando das crises por assédio sexual e moral. Como exemplos, temos o caso do famoso médium João de Deus, em Goiás, conhecido como “milagreiro”, que curava pacientes do Brasil e do exterior; também com o médico Roger Abdelmassi, famoso ginecologista, em São Paulo, preso e condenado a 278 anos de prisão por mais de 50 acusações de estupros contra 39 mulheres; e tantos outros casos, no Brasil e no exterior.
O Comitê do Senado americano, criado após a invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, fez a primeira audiência pública em 9 de junho. E o que emergiu dos relatórios, depoimentos e inquéritos é de envergonhar a chamada maior democracia do mundo e chocar, quem imaginava que os EUA eram imunizados a espasmos golpistas à la América Latina. O Comitê deu ao episódio o nome correto: tratou-se de uma tentativa de golpe.
Três publicações ajudam gestores a enfrentar os problemas
No momento em que os Estados Unidos, em menos de seis meses este ano, tiveram mais de 200 atentados a tiros, grande parte em ambientes escolares, convém se deter sobre a gestão escolar e por que essas instituições se tornaram cenários de tantas crises, não apenas naquele país. As rápidas mudanças de costumes das novas gerações, as novas tecnologias e as cobranças cada vez mais severas ao processo educativo jogaram as escolas num caudal de problemas, onde a violência é apenas uma das faces dessa crise. Se no Brasil não temos um quadro tão grave quanto nos EUA, não significa que as crises aqui sejam menores.
O Brasil é um país surreal, realmente. Possui uma das maiores petroleiras do mercado de petróleo (chegou a ser a quarta maior empresa do mundo, em 2010)* e quem tenta destruir a empresa não são os concorrentes ou estrangeiros. São os próprios brasileiros de colarinho branco.
Se não, vejamos. Esta semana ficamos sabendo que deputados do PT impetraram uma ação popular contra o ex-juiz Sérgio Moro, cobrando indenização pela conduta do magistrado na extinta Operação Lava Jato. Mas o mais surreal de tudo isso é que o destaque nessa ação são os “prejuízos” que Moro teria causado à Petrobras, durante a apuração de irregularidades na companhia, a partir de 2014, no governo do PT, portanto.









