
Maior crise corporativa do país completa sete anos
O rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, completou sete anos no último dia 25 de janeiro. É considerada a maior crise corporativa da história do país, não apenas pelo número de vítimas, 272 pessoas, como pelo impacto dos rejeitos despejados no meio ambiente da região. Dano esse irreparável e que irá perdurar por muitos anos. Aproveitando essa data, que deverá ser lembrada todos os anos, principalmente pelos parentes das vítimas, publicamos artigo do saudoso jornalista Francisco Viana, que em março de 2019, poucos dias após o rompimento, fez uma excelente reflexão sobre essa tragédia. Chico Viana faleceu sete meses após esse acidente, em 25 de agosto de 2019.
"Nesta época do ano, estamos constantemente lembrando sobre como dar presentes e vendo as pessoas correndo na tentativa de encontrar a coisa certa para os seus entes queridos. Mas eu estou pensando nos presentes intangíveis que também se pode receber no Natal e em momentos diferentes em nossas vidas.
Francisco Viana*
Comunicação é como um jogo de xadrez: é preciso prever as jogadas à frente, e muitas, antes de mexer as peças. É agindo assim que se evita conflitos, que se garante posições seguras para iniciativas estratégicas.
Fim de ano. Hora de se preparar para 2014. Não há um horizonte muito otimista para o próximo ano. Nem no Brasil, nem no mundo. Analistas concluem que a crise econômica irá persistir, o crescimento ainda será lento e as crises políticas e corporativas continuarão a tirar o sono dos governantes e CEOs.
A reputação tanto individual quanto corporativa sempre representou um ativo importante. Mas ela se transforma em capital decisivo na eventualidade de uma crise corporativa. Por que a reputação é o seu mais valioso ativo? No mundo conectado e online em que vivemos, com a rapidez do fluxo da informação, cresce a importância de proteger esse capital.
Jovens europeus na faixa de 18 a 28 anos, principalmente, dos países com crise econômica mais aguda, estão entregando os pontos. Perderam a batalha para a crise. Eles viveram numa sociedade considerada desenvolvida; concluíram o curso superior, escolhendo uma profissão. Muitos completaram o mestrado e o doutorado. Para nada.
O interesse cada vez crescente sobre Gestão de Crises sinaliza que os governantes, executivos, CEOs e profissionais de administração e comunicação não podem mais prescindir dessa competência. As empresas, áreas de governo e demais organizações, nesse momento, estão fechando o planejamento estratégico para 2014. Muitas estão incluindo Gestão de Crises como item obrigatório na agenda do próximo ano. Para ajudar nesse trabalho, selecionamos alguns artigos publicados sobre o tema, que ajudarão os gestores e comunicadores na discussão dos planos de gerenciamento de crises.









