
Quando o país naturaliza a morte, a crise já aconteceu
Armando Medeiros de Faria*
O Brasil convive diariamente com números que deveriam nos chocar. Mortes no trânsito, acidentes de trabalho, enchentes, deslizamentos, rompimentos de barragens, assassinatos. São dados que se acumulam em relatórios oficiais, manchetes de jornal e estatísticas públicas — e que, paradoxalmente, deixam de produzir espanto.
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Um plano de gerenciamento de crises (CMP - Crisis Management Plan) é um documento que descreve os processos que uma empresa usará para responder a uma situação crítica que afetaria negativamente a lucratividade, reputação ou capacidade de operação de uma organização para operar. Os CMPs são usados por equipes de continuidade de negócios*, equipes de gerenciamento de emergência, de gerenciamento de crises e de avaliação de danos. Neste caso, o objetivo é evitar danos ou minimizá-los.**
O Natal e o Ano Novo chegam mais rápido do que a gente imagina. 2017 foi engolido pelos acontecimentos, que se sucederam numa rotina de expectativas que não se concretizaram e da triste realidade de um país que vive em permanente conflito com o futuro. A palavra "crise", com todo o significado que possa suscitar, assumiu um protagonismo incômodo e reluta em desaparecer.
* Aylê-Salassié F. Quintão
É Natal. Alienação, anomia ou preguiça de pensar? Nada disso. É duro tomar conhecimento de que em 30 anos, o Brasil cresceu menos que o resto do mundo, pontua o nosso guru e economista capixaba Guilherme Pereira. O PIB só superou a inflação duas vezes. Distraídos, nem percebemos. Nesse período tivemos o reinado quase absoluto das pós-verdades, dos índices manipulados e dos egos inflados. Os efeitos só foram conhecidos, parcialmente, depois que a Lava Jato começou a condenar e a prender, descortinando, como nunca, a escalada da corrupção endêmica que tomou conta do País ao longo dessas três décadas, sob os nossos olhos esperançosamente extrovertidos.
O Flamengo não perdeu apenas no campo, dia 13, quando o Independiente da Argentina se sagrou campeão da Copa Sul-Americana. O Clube também perdeu no quesito organização e reputação. Pelo triste espetáculo apresentado pela sua torcida, ao vivo pela televisão, transformando o Maracanã e arredores em praça de guerra. O lamentável episódio é o resultado de uma série de erros. Quando eles se acumulam, temos uma crise, como aconteceu.
“Se você se perguntou se precisamos fazer mais para ajudar nossos filhos a reconhecer "fake news" (notícias falsas)*, um novo relatório deixa claro que a resposta é um sim retumbante. Embora 44% das crianças até 12 anos e adolescentes em uma pesquisa recente dissessem que podem distinguir a diferença entre as notícias falsas e as reais, mais de 30% disseram que compartilharam uma notícia online nos últimos seis meses admitindo que não consideraram essa informação como exatamente correta."
Desde o dia 15 de novembro, a Argentina conviveu com um mistério. Onde estava o submarino Ara San Juan, com 44 marinheiros, sendo uma mulher, a bordo? Ele fez o último contato nesse dia e, ficamos sabendo depois, no mesmo local desse último sinal foi detectado um barulho semelhante a uma explosão. Em seguida a embarcação desapareceu dos radares.









