
O homem que sabia e não conseguiu impedir o atentado do 11 de setembro de 2001
25 anos do atentado do 11 de setembro. Uma data que ficou marcada na história como um marco, ainda que trágico, do verdadeiro início do século XXI. A cada ano da tragédia, uma história que continua sendo contada e não acaba. Por que a nação mais armada do mundo não conseguiu impedir um atentado no coração do país, como um desafio ao poderoso sistema de defesa americano?
Artigos, documentários, filmes tentam contar a história, a cada ano com novas informações, que surpreendem pela forma como tudo aconteceu. Onde a segurança do país falhou em permitir que quatro aviões fossem sequestrados, por terroristas da Al-Qaeda, e se tornassem verdadeiros mísseis, atacando edifícios públicos, dentro do território americano e causando 2.977 mortes. Socorristas e sobreviventes faleceram nos anos seguintes em decorrência de cânceres e doenças pulmonares causados pela poeira tóxica dos escombros, superando em muito o número de mortes registradas no próprio dia do ataque.
Leia mais...
Pesquisadores da Microsoft e do Instituto Technion-Israel de Tecnologia estão criando um software que analisa 22 anos de arquivos do New York Times, a Wikipedia e cerca de 90 outros recursos da web para prever surtos de doenças futuras, motins e mortes. Com isso, eles esperam ser possível prevenir esses eventos e gerenciar melhor as crises.
Ainda é cedo para uma análise mais cuidadosa. A morte de 235 pessoas, em boate em Santa Maria-RS, em incêndio na madrugada de domingo (27), mostra novamente uma combinação de erros, em que ninguém se salva: governos, empresários, autoridades policiais e fiscalização. Já é o segundo maior incêndio da história do país.
Quem fica algumas horas diante da televisão e vê, nos intervalos da programação, o desfile de anúncios publicitários, se impressiona com as declarações de amor das empresas. As mensagens falam da vida, do carinho, da alegria de ter clientes como você. Se entrar no site das empresas, ao lado da oferta de produtos, você encontrará outros apelos para conquistá-lo.
Crises graves implicam respostas rápidas. A maior rede de supermercado do Reino Unido, Tesco, está seguindo a cartilha de gerenciamento de crises, diz o The Guardian. Mas quando a integridade da cadeia de suprimentos está posta em dúvida, a reação do público é difícil de prever.
Executivos, CEOs, principalmente de grandes empresas, pensam que o tempo pode ser aliado, quando empurram o lixo para baixo do tapete. Mas os esqueletos, quando menos se espera, podem sair do armário, como se fossem fantasmas, prontos para assombrar a reputação deles e das corporações. Malfeitos, cedo ou tarde, vêm à tona.
Algumas fontes jornalísticas se especializam em não dizer nada quando entrevistadas. Personagens da política brasileira entraram para a história do enrolation. Perguntados sobre fatos graves, negativos, denúncias, eles desenvolveram a habilidade de driblar os jornalistas, tergiversar e nunca responder objetivamente.









