As manifestações na tarde deste domingo no País, levando 1,5 milhão de pessoas às ruas, sendo mais de 1 milhão em S.Paulo, é um baita puxão de orelhas no governo. O recado foi dado: pelo menos 1% dos eleitores do país foi às ruas de forma pacífica, alguns em cidades com ocorrência de chuva, vestidos de amarelo, para dizer que não estão satisfeitos com a forma como o atual governo está conduzindo o País. E para manifestar repúdio ao aparelhamento das empresas estatais, certamente um dos fatores que tem facilitado os atos de corrupção. Trata-se de uma das maiores manifestações espontâneas do povo brasileiro nos últimos anos, superada apenas, segundo analistas e a impresa, pelo movimento "Diretas Já", na década de 80. E sem intervenção de partidos políticos ou de grupos radicais, que foram até repelidos pelos manifestantes. 

O governo, ao prever um máximo de 100 mil pessoas em S. Paulo neste domingo, mostra como tem dificuldades para analisar com propriedade o cenário atual do País. Não tem mais como os governantes virarem as costas e achar que manifestações com bandeiras vermelhas, que o aplaudem, são as que representam o pensamento hegemônico do país. Essas divisão, aliás, não tem contribuído para resolver a crise atual. O Brasil enfrenta uma crise grave, que pouco tem a ver com a situação internacional, como argumentou a presidente naquele pronunciamento do Dia da Mulher. Não tem sentido também acusar a manifestação de "golpista", até porque golpe é também o que essa multidão não quer. Eventuais arroubos de grupos minoritários sobre "volta dos militares" ou mesmo Golpe não têm respaldo da maioria, pois seria o princípio do caos. A presidente e sua equipe não podem fazer de conta que está tudo bem. O que a população pede, possivelmente, é menos marketing de um modelo de governo ultrapassado e mais profissionalismo na gestão. 

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