A semana terminou com os depoimentos na CPI da Petrobras que serviram mais para dar holofotes aos membros da CPI e incensar o presidente da Câmara do que efetivamente para esclarecer as investigações. A participação do ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, constitui-se num arremedo de teatro do absurdo. Com pinta de executivo de sucesso, ele contou como "se divertia" com os milhões que teria recebido de propina; foi até elogiado por alguns deputados, pela "coragem".

O depoimento do ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, foi estarrecedor. Não pelas revelações bombásticas que poderia ter trazido, mas pela forma como tentou se justificar por que não detectou nenhum indício de desvios na empresa, durante os sete anos em que a comandou. Esse personagem e suas declarações no escândalo da Petrobras são tão surreais que mereceram uma análise à parte em artigo neste site. 

O destino desta CPI é muito parecido com as duas anteriores: zero. Não fosse pelo trabalho da PF, MP, imprensa e do juiz Sergio Moro, a operação Lava Jato não teria passado de um balde de água fria jogado no carro. Nada teria avançado. Enquanto tivermos um Congresso de compadrios, cheio de pruridos quando se trata de descobrir falcatruas, em que "eu finjo que apuro e você finge que está levando a sério", outros casos de corrupção continuarão acontecendo no país. Dos protestos, neste fim de semana teremos pela mídia a disputa em quem colocou mais gente na rua. Se vai ser para o governo se incomodar e tratar de corrigir os graves erros da gestão anterior, só o tempo dirá.

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