Sede_do_NYTDepois do australiano Rupert Murdoch assumir o controle de grandes redes de TV, jornais e editoras americanas, a crise que afeta, principalmente os jornais dos EUA, facilita o assédio de empresários estrangeiros. Murdoch, dono da News Corporation, acabou comprando um dos ícones do jornalismo americano, o The Wall Street Journal. E está de olho em outro símbolo da mídia dos EUA, o The New York Times.

Nesta semana, o The New York Times anunciou que empresas controladas pelo bilionário mexicano Carlos Slim concederam financiamento de US$ 250 milhões ao jornal,  que enfrenta uma queda nas receitas publicitárias. O montante foi adiantado como uma linha de crédito rotativo para vencer em maio próximo.

O jornal está tentando locar ou vender sua sede em Manhattan desde o ano passado, porque precisa pagar US$ 400 milhões de uma linha de crédito que vence em maio. A dívida total do NYT para os próximos anos é de US$ 1,1 bilhão. Carlos Slim, dono da Televisa, o maior grupo de TV do México e controlador de empresas de telefonia, TV a Cabo e outras, detém 6,9% das ações do NYT. Ele é o terceiro maior investidor no jornal.

O NYT enfrenta uma fuga de leitores para a internet, fator que também afeta outros jornais americanos. Na semana passada, o jornal Minneapolis Star Tribune, foi declarado falido, menos de dois anos depois de ter sido comprado por um grupo privado. Ele é mais uma vítima da queda da publicidade na mídia impressa.

O problema não se restringe aos Estados Unidos. O grupo que controla o Evening Standard, vespertino de Londres, vendeu o controle da empresa ao empresário russo Aleksandr Lebedev, ex-agente da KGB.

O jornal pertence ao mesmo conglomerado proprietário do matutino Daily Mail, um dos mais antigos jornais ingleses. Para se ter uma idéia da tradição e força do jornal, em 1900 o Daily Mail tinha uma tiragem de um milhão de exemplares diários.

Lebedev é um dos novos ricos surgidos após a queda da União Soviética; dono de banco, sócio da Aeroflot e empresa de mídia. Por isso os ingleses não reagiram bem ao negócio. Não aceitam que marcas tradicionais sejam compradas pelos novos milionários vindos da Europa Oriental, num assédio que vai de clubes de futebol a grupos de mídia.

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