
New York Times 175 anos: Como se tornar referência em jornalismo, passando por três séculos
Nesta sexta-feira, 18 de setembro, o *The New York Times*, o principal jornal dos Estados Unidos, considerado também como um das maiores e mais qualificadas publicações diárias do mundo, completou 175 anos. Parece fácil registrar o aniversário de uma publicação diária que consegue se fazer presente, ininterruptamente, em três séculos. E se olharmos para trás, para a história do mundo desde 1851, fica ainda mais difícil imaginar como foi possível manter uma marca, mas acima de tudo uma coerência editorial, passando por tantos períodos conturbados da história dos Estados Unidos e do mundo. Isso também tem muito a ver com a história americana, com um cenário político de democracia, apesar das várias crises internas. Um país que conseguiu sobreviver, respeitando a Constituição, a um terrível conflito, a Guerra de Secessão*, e sair ainda mais fortalecido, sem rupturas territoriais e políticas.
Você pagaria para ler o seu jornal preferido somente na internet? Muita gente, pelo menos no Brasil, está fazendo isso. Mas o mercado internacional ainda não assimilou a comercialização da página de notícias. Os grandes jornais estão realmente numa encruzilhada. Ao enfrentar uma crise sem precedentes, os publishers avaliam hoje o risco de cobrar pela assinatura do conteúdo online e perder leitores. Mas os resultados financeiros empurram as empresas para precificar as notícias.
No mercado, ninguém tem dúvidas sobre a força de duas marcas: Johnson & Johnson e Japan Airlines. A primeira, uma multinacional, símbolo americano de eficiência e com um marketing agressivo, presente na maioria dos grandes países do mundo. A segunda representava para o Japão o que no passado significou a Pan Am para os Estados Unidos e a Varig para o Brasil. Era o cartão de visitas das empresas aéreas japonesas.
Se 2009 prometia ser o ano da crise econômica, no Brasil pelo menos isso não aconteceu. O governo acabou se saindo bem e não precisou de grandes malabarismos para contornar a crise que se abateu sobre a economia dos países mais desenvolvidos.
O governo federal tem uma incrível capacidade de produzir crises. Não precisa nem da oposição, da imprensa, de inimigos políticos ou da natureza. Ele mesmo se enreda nos próprios imbróglios. Como agora, em dois episódios que prometem alimentar os debates, assim que o Congresso voltar do recesso.
Não adiantou o stress de tirar brincos, cintos, sapatos, casacos e limitar o transporte de líquidos a 100 ml. A exemplo do que ocorreu em 11/09/01, a segurança aeroportuária internacional continua sendo driblada pelas táticas dos fanáticos terroristas, que elegeram o mundo desenvolvido como o inimigo nº 1.
A tempestade que desabou sobre o GDF, parlamentares e empresários de Brasília desde sexta-feira (27) escancarou falhas primárias de gestão de crise. Com muito mais erros do que acertos. Pelo desenrolar dos acontecimentos, o governo local não tinha gerenciamento de risco, nem gabinete de crise. Pareceu um boeing atingido em pleno ar, com várias vítimas, sem a empresa aérea ter qualquer plano de emergência.









