
Maior crise corporativa do país completa sete anos
O rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, completou sete anos no último dia 25 de janeiro. É considerada a maior crise corporativa da história do país, não apenas pelo número de vítimas, 272 pessoas, como pelo impacto dos rejeitos despejados no meio ambiente da região. Dano esse irreparável e que irá perdurar por muitos anos. Aproveitando essa data, que deverá ser lembrada todos os anos, principalmente pelos parentes das vítimas, publicamos artigo do saudoso jornalista Francisco Viana, que em março de 2019, poucos dias após o rompimento, fez uma excelente reflexão sobre essa tragédia. Chico Viana faleceu sete meses após esse acidente, em 25 de agosto de 2019.
Você pagaria para ler o seu jornal preferido somente na internet? Muita gente, pelo menos no Brasil, está fazendo isso. Mas o mercado internacional ainda não assimilou a comercialização da página de notícias. Os grandes jornais estão realmente numa encruzilhada. Ao enfrentar uma crise sem precedentes, os publishers avaliam hoje o risco de cobrar pela assinatura do conteúdo online e perder leitores. Mas os resultados financeiros empurram as empresas para precificar as notícias.
No mercado, ninguém tem dúvidas sobre a força de duas marcas: Johnson & Johnson e Japan Airlines. A primeira, uma multinacional, símbolo americano de eficiência e com um marketing agressivo, presente na maioria dos grandes países do mundo. A segunda representava para o Japão o que no passado significou a Pan Am para os Estados Unidos e a Varig para o Brasil. Era o cartão de visitas das empresas aéreas japonesas.
Se 2009 prometia ser o ano da crise econômica, no Brasil pelo menos isso não aconteceu. O governo acabou se saindo bem e não precisou de grandes malabarismos para contornar a crise que se abateu sobre a economia dos países mais desenvolvidos.
O governo federal tem uma incrível capacidade de produzir crises. Não precisa nem da oposição, da imprensa, de inimigos políticos ou da natureza. Ele mesmo se enreda nos próprios imbróglios. Como agora, em dois episódios que prometem alimentar os debates, assim que o Congresso voltar do recesso.
Não adiantou o stress de tirar brincos, cintos, sapatos, casacos e limitar o transporte de líquidos a 100 ml. A exemplo do que ocorreu em 11/09/01, a segurança aeroportuária internacional continua sendo driblada pelas táticas dos fanáticos terroristas, que elegeram o mundo desenvolvido como o inimigo nº 1.
A tempestade que desabou sobre o GDF, parlamentares e empresários de Brasília desde sexta-feira (27) escancarou falhas primárias de gestão de crise. Com muito mais erros do que acertos. Pelo desenrolar dos acontecimentos, o governo local não tinha gerenciamento de risco, nem gabinete de crise. Pareceu um boeing atingido em pleno ar, com várias vítimas, sem a empresa aérea ter qualquer plano de emergência.









