
Relatório Anual de Crises de 2025 mostra crescimento das categorias cybercrime, má gestão e assédios
O ICM-Institute for Crisis Management, dos Estados Unidos - que há vários anos publica um Relatório Anual das principais crises corporativas no mundo – (1) registrou 1 milhão 232 mil notícias sobre crises em 2025, um aumento de 8% em relação a 2024. Mas, ainda significativamente abaixo do pico de quase dois milhões de casos registrados em 2023. As crises que dão sinais antes de acontecer (smoldering crises) (2) mantiveram sua posição histórica, representando 65% das notícias monitoradas, enquanto o cybercrime voltou a aparecer como a categoria com a maior proporção de notícias, ocupando um quarto do total das crises do ano. As crises repentinas (sudden crisis) representaram 35%. Várias categorias apresentaram variações surpreendentes, especialmente ações coletivas (*class actions lawsuits*), com percentual de 2,24% caiu para o menor nível; enquanto casos de assédio sexual (15,26%), tiveram um aumento fora do normal. Categoria esta que nunca apareceu com tanto destaque, em qualquer Relatório anterior.
Pesquisa do Pew Research Center* mostra que o YouTube é a rede com maior adesão por adultos nos EUA. A preferência de 73% dos americanos recai sobre o YouTube, enquanto 68% apontaram o Facebook. As outras redes estão bem distantes desses dois gigantes da Internet: Istagram: 35%; Pinterest: 29%; Snapchat: 27%; LinkedIn: 25%; Twitter: 24% e Whatsapp: 22%.
Pesquisa com 900 membros da comunidade global, no Fórum Econômico Mundial* ocorrido em Davos, Suíça, em janeiro último, apontou os 30 riscos globais, nos próximos 10 anos. A pesquisa, que cobriu as áreas societária, tecnológica, econômica, ambiental e geopolítica, aponta também 12 tendências globais que devem ser levadas em conta para analisar os riscos do futuro.
O atentado que matou 17 pessoas, entre professores e alunos, na Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, Florida, EUA, cidade que fica a poucos quilômetros de Miami, ontem a tarde, é a triste repetição de uma rotina de violência e sangue que atinge as escolas americanas pelo menos nos últimos 20 anos.
"A tecnologia é um produto que vicia e deve ser regulada como tal. 48% dos jovens que passaram mais de cinco horas por dia ligados ao celular sofreram depressão, isolamento ou tendências suicidas, de acordo com um estudo apresentado em Washington” no dia 7 último. Artigo publicado nesta segunda-feira no jornal El País, de autoria do jornalista Nicolás Alonso, correspondente em Washington, que acompanhou o evento, alerta que a dependência exagerada da tecnologia está se tornando um problema de saúde pública.
O badalado Rio de Janeiro, a cidade preferida dos estrangeiros para visita ao Brasil, vive um dos piores momentos neste início de verão, com a violência que tomou conta da cidade. Os números da criminalidade do Rio nada ficam a dever a zonas conflagradas de guerra, como Síria, Iraque ou Afeganistão. A dez dias do Carnaval, o cenário que aparece na mídia diária do Rio de Janeiro em 2018 é de uma cidade sitiada pelos traficantes, assaltantes de carga e contrabandistas de armas. E com polícia e forças de segurança incapazes de conter a violência. O pior cartão postal para quem quer atrair turistas, principalmente estrangeiros.
A confirmação da condenação do ex-presidente Lula, dia 24, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região-TRF-4 não significou apenas a primeira sentença condenatória de um presidente da República na história do País, mas também um bom “case” de gestão de crise. A decisão da Justiça é sinal de crise não apenas para a figura pública de Lula, como também para a imagem do país, para o PT, para o processo eleitoral.









