
Bar onde incêndio matou 40 jovens na Suíça não era inspecionado há cinco anos
Em 27 de janeiro de 2013, o Brasil foi acordado por uma das maiores tragédias do país, com o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que matou 242 jovens. Ali se consumou, em toda sua dimensão, um dos maiores crimes cometidos no país pela irresponsabilidade e erros primários dos donos da boate e do conjunto musical Gurizada Fandangueira, que provocou o incêndio. Mas também pela omissão das autoridades e de vários órgãos públicos, incluindo prefeitura e bombeiros, que deviam ter fiscalizado, autuado e fechado aquela verdadeira arapuca que resultou na morte de tantas pessoas.
João Paulo Forni*
Jair Bolsonaro alcançou o poder, entre outros motivos, com uma estratégia simples de campanha. Esquivava-se de detalhar temas controversos, porém absolutamente necessários à correção de rumos do país, como a reforma da previdência e as privatizações. Por outro lado, sobravam falas contrárias à corrupção – entendimento que beira a unanimidade do eleitorado – e enaltecimento a valores religiosos – que em um país de expressiva maioria cristã, serve para cativar parte considerável da população.
Entre 2014 e 2017, o Brasil carregou o estigma de abrigar o maior esquema de corrupção do mundo. Havia um símbolo para essa marca negativa na imagem do país, até porque ela era também a síntese do que vinha acontecendo com outras empresas públicas e privadas nos últimos anos. Esse símbolo se localizava na Avenida Chile, no Rio. “A crise da Petrobras” acabou entrando para a história como o divisor de águas do combate à corrupção no País, por conta da chamada "Operação Lava Jato"*, que levou ao desmonte (ou pelo menos à denúncia) de um esquema com tentáculos em empreiteiras, casas de câmbio, nas estatais e subsidiárias. Certamente, nunca na nossa história um esquema tão sofisticado e organizado de malfeitos destruiu uma empresa pública ou privada, como aconteceu durante a administração petista na Petrobras.
Francisco Viana*
Um conhecido e criativo publicitário escreveu no jornal Folha de São Paulo um sedutor artigo dizendo da imperativa necessidade do profissional de comunicação viajar e fazer networks. Claro, viajar é preciso para conhecer novas culturas. E os contatos são imprescindíveis para os projetos, vitais para a profissão de comunicador.
Nem bem o País conseguiu assimilar a tragédia de Brumadinho, incêndio no alojamento do CT do Flamengo, no Rio de Janeiro, tira a vida de 10 adolescentes, reféns de instalações de alto risco que não tinham licença para funcionar.
A triste rotina de acidentes graves que poderiam ser evitados se repetiu nesta sexta-feira, 8 de janeiro, no Rio de Janeiro. A morte de 10 adolescentes, entre 14 e 16 anos, é a crônica da crise anunciada. Eles dormiam em contêineres, adaptados para quartos. Cada cômodo tinha um aparelho de ar refrigerado. Confinados ali, quando o incêndio começou, quem acordou ainda teve alguma chance de se salvar. Mas já se admite que a maioria dos 10 garotos que morreram, nem chegaram a acordar, intoxicados por uma fumaça preta, altamente tóxica, emanada das paredes dos contêiners. A tragédia só não foi maior, porque muitos atletas foram dispensados e resolveram dormir em casa. Mesmo assim, 26 jovens estavam nos alojamentos no dia da tragédia.
O Brasil começou 2019 com uma das maiores crises corporativas dos últimos anos, com o rompimento da barragem de Brumadinho. O tamanho dessa crise ainda não foi dimensionado, mas apenas pelas perdas humanas, pode-se classificá-la como a maior tragédia do país, junto com o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, em 1961, com mais de 500 mortos (70% crianças) e com o desastre dos deslizamentos no Rio de Janeiro, em 2011, que deixou mais de mil mortos.
O jornal britânico The Sunday Times publicou editorial, neste domingo, questionando o poder do Facebook e até que ponto os conteúdos da big rede estão contribuindo para aumentar a taxa de suicídio, principalmente de jovens, no Reino Unido. Não é de hoje que vários países da Europa estão de olho nos gigantes da Internet, além do Facebook, o Google e outras redes poderosas, não apenas pelo uso do conteúdo, que contém dados de milhões de pessoas, quanto pela forma de negócio.









