
A Copa do Mundo não é nossa: discriminação, racismo e mercantilismo
Quatro anos passam rápido. O Brasil se preparou para aquele tradicional período em que, de norte a sul, muita gente começa a curtir o clima de Copa do Mundo e, naturalmente, da seleção brasileira de futebol, como favorita para ganhar mais um título. Aquele clima de “Pra frente Brasil”... Não é o caso agora. O grupo de jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti em sua maioria não joga no Brasil e alguns nunca jogaram. Foram direto para usufruir dos cofres cheios das equipes da Liga dos Campeões da Europa ou para outros países, com salários bem superiores aos pagos no Brasil. “Como a grande maioria deixa o país muito cedo para se formar sob a lógica europeia, o torcedor perdeu a convivência e a criação de memórias afetivas com seus craques.” Quem diz é a psicóloga e escritora Ana Paula Hornos, em artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 13 de junho de 2026.
A Volkswagen culpou, nesta quinta-feira, a prejudicial crise das fraudes na emissão de gases tóxicos a uma "cadeia de erros", que começou com o incentivo da empresa à produção de motores diesel para os EUA, em 2005, e à "cultura de tolerância" para que houvesse quebra de regras que permitiram a fraude continuar por um década. A informação consta de artigo publicado nesta quinta-feira, no site do Wall Street Journal, após entrevista da diretoria na sede da empresa, na Alemanha.
O New York Times tomou uma atitude radical, diante de mais um atentado em massa nos Estados Unidos. Pela primeira vez, desde 1920, publica um editorial na capa. O editorial, intitulado "The epidemic Gun", defende o controle de armas nos EUA, um tema frequentemente motivo de debates acirrados no meio político e acadêmico do país, e bastante controverso, em meio a uma onda "epidêmica" ou forte aumento dos fuzilamentos em massa ao longo dos últimos anos.
Duas informações que passam ao largo no meio da overdose de crise que ocupa as páginas dos jornais e os programas de TV, rádio, redes sociais, nos últimos dias, mostram que o esquema montado para saquear a Petrobras pode ser muito maior do que até agora sabemos e foi divulgado.
A crise moral e ética dos costumes no país, emblemática com a prisão de empresários, políticos, lobistas e até um banqueiro chegou às escolas, às salas de aula. De certo modo, a recente pesquisa Data Folha, que aponta a corrupção como o maior problema do país, corrobora essa percepção.
Escândalos como o vazamento da British Petroleum, nos EUA, o da carne de cavalo, na Europa, o da Petrobras, a tragédia da mineradora Samarco em MG e as recentes revelações sobre a Volkswagen levantam sérias questões sobre como se assegurar que as empresas não repitam os mesmos erros.
“Quando foi revelado que a VW tinha fraudado os testes de emissões, as pessoas ficaram chocadas. A fabricante de automóveis que havia se autodenominado campeã da responsabilidade social das empresas e tecnologias limpas, de repente não parecia tão ética."
Francisco Viana *
Uma era acabou no Brasil. A era da impunidade.
Com as prisões do senador Delcídio Amaral, líder do governo, e do banqueiro André Esteves, um dos 13 homens mais ricos do Brasil, segundo a revista Forbes, a Operação Lava Jato transborda da Petrobras e do universo das construtoras para os universos da política e das finanças. O poder desloca-se para o STF.









