
Relatório Anual de Crises de 2025 mostra crescimento das categorias cybercrime, má gestão e assédios
O ICM-Institute for Crisis Management, dos Estados Unidos - que há vários anos publica um Relatório Anual das principais crises corporativas no mundo – (1) registrou 1 milhão 232 mil notícias sobre crises em 2025, um aumento de 8% em relação a 2024. Mas, ainda significativamente abaixo do pico de quase dois milhões de casos registrados em 2023. As crises que dão sinais antes de acontecer (smoldering crises) (2) mantiveram sua posição histórica, representando 65% das notícias monitoradas, enquanto o cybercrime voltou a aparecer como a categoria com a maior proporção de notícias, ocupando um quarto do total das crises do ano. As crises repentinas (sudden crisis) representaram 35%. Várias categorias apresentaram variações surpreendentes, especialmente ações coletivas (*class actions lawsuits*), com percentual de 2,24% caiu para o menor nível; enquanto casos de assédio sexual (15,26%), tiveram um aumento fora do normal. Categoria esta que nunca apareceu com tanto destaque, em qualquer Relatório anterior.
Os Estados Unidos vivem na linha de tiro. Como os personagens principais do filme de 1967, “Bonnie e Clyde: uma rajada de balas”, é assim que as crianças e os jovens americanos se sentem hoje, quando vão para o colégio. Ontem ocorreu o 45º atentado a tiros com vítimas fatais este ano, nos EUA, em uma escola comunitária de Umpqua, Rosenburg, no estado do Oregon, deixando 10 mortos (um deles o atirador) e sete feridos. Uma triste rotina que, pela recorrência, não deveria mais nos surpreender. Por que uma das economias mais poderosas do mundo, que se atribui o papel de juiz de várias revoltas e guerras em outros países, é incapaz de proteger suas próprias crianças?
Olaf Lies, membro do conselho da Volkswagen e ministro da economia da Baixa Saxônia, disse em entrevista ao programa Newsnight, da BBC, nesta terça-feira (29) que alguns funcionários da empresa agiram criminalmente sobre a fraude com os testes de emissão dos carros da montadora.
Francisco Viana*
Crises custam caro. Falhas éticas custam reputações e carreiras. Quanto consumirá, em dinheiro, o escândalo da falsificação dos poluentes em carros a Diesel pela Volkswagen, ainda ninguém sabe. Mas as cabeças começam a rolar: a primeira foi a do presidente executivo da VW, responsável pela operação, agora anunciada. O que virá a seguir?
A Volkswagen pode ter usado software para testes de emissão de diesel falsos também nos motores de 1.2 litros, ampliando o número de veículos sob escrutínio, segundo o ministro dos Transportes da Alemanha, Alexander Dobrindt.
"Há também a discussão agora de que carros de 1.2 litros, assim como os 2.0, estariam igualmente afetados pela fraude, disse o ministro em um discurso no parlamento em Berlim nesta sexta-feira. "Pelo menos por agora acreditamos que possíveis manipulações podem ter vindo à luz também. Isso precisa ser investigado nas atuais conversações com a Volkswagen. "
Não existem empresas imunes à crise. Não importa o tamanho, a natureza e a localização. "Fizemos uma asneira. Temos sido desonestos com a agência de proteção ambiental (EPA), com o conselho da agência que lida com o ar da Califórnia (ARB) e temos sido desonestos com os senhores", admitiu Michael Horn, o presidente da Volkswagen (VW) nos EUA, nesta terça-feira. O CEO da empresa, Martin Winterkorn, pediu desculpas num vídeo divulgado pela VW: "Eu estou infinitamente desolado por termos decepcionado a confiança" de milhões de pessoas em todo o mundo.
O alerta vem da Grã-Bretanha, onde o ensino é apontado como um dos mais exigentes e conceituados do mundo. Muitos professores das universidades de primeira linha falharam em seus métodos de ensino para se adaptar à era digital, admitem diretores de escolas.
Grande parte de professores continua a dar aulas sem o uso de tecnologia tradicional que poderia tornar o ensino mais atraente; ou mal sabem avaliar se os estudantes entendem o que está sendo ensinado, disse o diretor.









