Fake news boa ilustracao aberje“A comunicação é um ativo importante para as organizações. Quem trabalha na área tem o dever de fazer uma comunicação proativa e evitar repercutir qualquer informação, antes de ser comprovada por meio das mídias tradicionais ou de fontes confiáveis. Dessa forma, nenhuma informação se fragiliza”, recomenda o professor João José Forni.

Antes chamadas simplesmente de boatos, fofocas ou calúnias, as fake news hoje se espalham descontroladamente devido à hiper conectividade. “Por isso grupos se aproveitam do crescente analfabetismo científico, histórico e político e potencializam um ambiente de ilusão, em que a desinformação descontrolada virou uma poderosa arma, um instrumento ideológico com alcance até no cenário geopolítico, investindo na ignorância como terreno fértil para minar as conquistas iluministas e democráticas da humanidade”, analisa Maurício Pontes, CEO da C5i Crisis Management Consulting e um dos professores do curso de pós-graduação da Aberje.

A ética profissional e a educação midiática são os únicos caminhos para interromper o ciclo da difusão desse tipo de notícia, que representa risco à democracia. Na análise de Pollyana Ferrari, doutora em Comunicação pela USP, autora de nove livros sobre Comunicação Digital, professora da PUC-SP e instrutora da Escola Aberje de Comunicação, as sociedades democráticas não relativizam os fatos.

O filósofo Alain de Botton traz em seu livro The News: a user’s manual (2014) uma frase que seu colega Friedrich Hegel já dizia lá no início do século XIX: “as sociedades tornam-se modernas quando as notícias substituem a religião como nossa fonte central de orientação e nossa pedra de toque de autoridade”. Quem explica é o jornalista e instrutor da Aberje, Luiz Chinan: “essa ‘força moral’ da notícia, chamada por alguns de ‘quarto poder’, acabou por criar a sua contraparte: as fake news, ou seja, a arte de forjar, manipular e enviesar informações com o objetivo de promover agendas específicas. Na prática, são campanhas de propaganda disfarçadas de jornalismo”.

A Aberje - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial está empenhada em ajudar os comunicadores e, por extensão, as empresas nas quais trabalham, a evitar a propagação de informações falsas, principalmente durante esse período difícil da pandemia, em que a sociedade está fragilizada e se torna presa fácil de falsos profetas, negacionistas e aproveitadores. Por isso, publicou artigo na última revista 'CE - Comunicação Empresarial"(Edição 106), editada pela Associação (26 jan 2021) ouvindo vários especialistas sobre o tema. A reportagem é de Aurora Ayres. 

Aberje desenvolve ações no combate à infodemia

Revista Aberje capa jan 2021Checagem incessante, ética profissional, protocolos de apuração e educação midiática são as armas na guerra contra a desinformação, evidenciada pela pandemia

A pandemia do coronavírus vem evidenciando muitos fenômenos. Um deles é a infodemia, termo batizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma superabundância de informações. Essa invasão de conteúdos falsos e duvidosos na internet gera insegurança e ansiedade afetando a saúde da população, enfraquece a democracia e impõe desafios inéditos à Comunicação Corporativa.

Na guerra da desinformação, a melhor forma de se proteger é priorizar a qualidade da informação, a partir de fontes idôneas e confiáveis. Recorrente, o debate sobre a disseminação de fake news – informações falsas expostas em forma de jornalismo com a intenção de interferir na opinião pública – ganhou maiores proporções com a velocidade dos impactos negativos que circulam nas redes sociais. 

De acordo com a pesquisa da Aberje Fake News: Desafios das Organizações feita em 2018, 91% dos empresários entrevistados já temiam os potenciais danos que as notícias falsas podem causar à reputação da sua marca; e 40% manifestaram preocupação com perdas financeiras além de dano à credibilidade e reputação da empresa.

 Durante uma das quatro sessões do Fórum de Comunicação Corporativa 2020, promovido pela Aberje em parceria com o jornal Valor Econômico, o diretor de Comunicação e Sustentabilidade do Grupo CCR, Tonico Pereira, comentou que as redes sociais têm feito um grande mal depois do grande bem que fizeram. “A imbecilidade precisa ser combatida com informação, checagem e serenidade. A comunicação é um ativo valiosíssimo, mas tem que ter sinergia e bom senso, que deve ser proativo e não reativo”, argumentou.

Assim como esse tradicional fórum de discussão entre especialistas, acadêmicos e profissionais de comunicação, foram realizadas diversas atividades ao longo de 2020, a fim de fomentar o debate sobre questões que envolvem a Comunicação Empresarial, como a infodemia.

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