gama_brasilienseBrasília já se tornou folclore de malfeitos, por conta das estripulias de suas excelências, os parlamentares, junto com uma penca de aventureiros, que para cá se deslocam indicados para assumir cargos públicos. Embora não se comportem como servidores públicos. Apenas se servem do cargo. Justiça seja feita. A maioria deles não nasceu e nem tem vínculo com a cidade. São forasteiros. Brasília acaba estigmatizada por trapalhadas que não se devem aos seus filhos.

 Mas há um outro lado de Brasília, pouco conhecido que deveria também entrar para o folclore: o campeonato de futebol. Principalmente em época de Copa do Mundo, com os cofres se abrindo para construir elefantes brancos, é bom conhecer algumas peculiaridades do seu futebol. Possivelmente, Brasília é a cidade que tem a menor densidade do mundo por torcedor nos estádios. São dez estádios, para uma média de público que, no campeonato deste ano, não passou de 1.300 torcedores. 

Existem dois elefantes brancos, o estádio Mané Garrincha, atualmente em reforma para a Copa do Mundo. E o famoso Bezerrão, onde o governo Arruda enterrou R$ 58 milhões para realizar apenas dois jogos com casa completa: Brasil X Portugal, na inauguração, com metade do estádio lotado por convidados, em 2007. E a final do Campeonato Brasileiro de 2008, entre São Paulo X Goiás. O resto ficou às moscas. 

O jornalista Walter Guimarães, curioso com os números do campeonato de futebol candango descobriu mais. Os jogos de futebol dos campeonatos locais, em muitos casos, abrigam mais policiais que torcedores. Em outros, os sócios convidados, que aparecem nas planilhas como tendo pago apenas R$ 1,00, são maioria. Ou seja, com um campeonato deficitário, os dirigentes conseguem tornar pior aquilo que já é ruim. É um fenômeno único no mundo.

Vamos ao relato do jornalista, no artigo Futebol na xepa, quase tudo por R$ 1,00.

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