crise_mundial_na_bolsaA crise da Grécia que teve seu ápice nesta semana com protestos populares e a aprovação do pacote pela União Européia coloca o mundo econômico em alerta. Depois da quebra do Lehman Brothers, em 2008, nenhum acontecimento semeou tanta preocupação quanto a crise grega.

A semana terminou com a aprovação do plano de socorro de 110 bilhões de euros (R$ 250 bilhões) para a Grécia, o maior pacote de resgate concedido a um país. O FMI participará com 30 bilhões de euros. O plano foi aprovado após críticas de especialistas em economia quanto à demora dos países europeus em anunciar uma solução para a situação da Grécia. Essa indecisão acabou gerando pânico no mercado. Ou seja, a rapidez nas decisões, que se recomenda como essencial nos momentos de crise, parece não ter sensibilizado os dirigentes da União Européia e o FMI. Agora eles correm atrás do prejuízo.

O sinal amarelo acendeu quando na semana passada as bolsas dos principais mercados financeiros foram sacudidas por quedas violentas, principalmente pelo temor de que outras economias, como Espanha e Portugal também entrem em colapso. Mas o líderes da União Européia asseguraram o suporte financeiro à Grécia exatamente para evitar a contaminação das economias dos dois países em dificuldades. Em Nova York, em manobra até agora mal explicada, atribuiu-se a um erro de um operador de Chicago, que teria digitado US$ 16 bilhões em vez de US$ 16 milhões, o tombo de 9% do índice Dow Jones durante o pregão de 7 de maio.

O Presidente Barack Obama mostrou-se “muito preocupado” com os reflexos da crise da Grécia na Europa e sugeriu que a estabilidade da economia européia está em jogo. Por isso,  cobrou dos dirigentes europeus providências para solucionar o problema da dívida para evitar um contágio global. A dívida grega atingiu os bancos americanos que têm exposições de US$ 2,5 trilhões. Obama deve estar preocupado, porque a situação da Grécia pode voltar a ameaçar os bancos do país.

O dinheiro é o ativo mais covarde que existe. Investidores estrangeiros também realizaram posições e fugiram da Bolsa brasileira. Apesar de o governo assegurar que o Brasil está imune à crise, o índice Ibovespa despencou, mostrando que no mundo globalizado não existe crise local. São todas globais.

No Brasil, que na visão platônica do ministro da Fazenda parece estar em outra galáxia, o governo assegura que não haverá transtornos econômicos, a não ser retardamento na retomada das exportações para países da União Européia. Ou seja, o mundo todo está preocupado com a contaminação dos mercados e um recrudescimento da crise de 2008, que nunca acabou. A fumaça do vulcão “crise financeira global” voltou a sair, com possibilidades de que entre em erupção nos próximos meses.

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