Comunicacao tendencias 2022 umTendências da comunicação para 2022 – E como as mudanças são mais lentas do que gostaríamos

Fim de ano, além de fazer um balanço sobre o período que acaba, é aquela época do ano em que a mídia e especialistas da área começam a fazer previsões, analisar e prever tendências e temas a serem perseguidos no próximo período. O que o mercado está pensando e projetando para 2022? O que prevíamos no início de 2021 aconteceu?

Ainda recordamos que a principal previsão corporativa era a redução do trabalho online e a volta paulatina do trabalho presencial. O trabalho híbrido teria se consagrado com a pandemia: parte do grupo presencial, parte online. Alguns analistas projetavam até que isso iria representar uma economia para a empresa. Em parte podemos até admitir que muitas empresas pelo mundo aumentaram a presença de empregados no local de trabalho, mas não com a intensidade que se desejaria e se projetava.

Mas as organizações se renderam ao fato de que a presença do empregado é importante não apenas para melhorar a produtividade, como para a melhoria do clima interno. É diferente trabalhar isolado, num ambiente silencioso, só se comunicando online com os colegas e chefes. Além disso, trabalho em casa implica direitos trabalhistas que na maioria dos países não foram regulamentados e contemplados, quando da contratação do empregado. No que toca a Comunicação, alguns especialistas e profissionais de marketing se animam a fazer projeções sobre o que pode acontecer em 2022, embora o cenário esteja ainda muito nebuloso e incerto, com o aumento dos casos de Covid, alimentados pela variante Ómicron, mais contagiosa e menos letal, em países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Irlanda e Dinamarca.

Vamos a algumas tendências preconizadas pela estrategista de Comunicação Jenni Field, em artigo publicado no site Redefining Communication.

1. A escuta ativa é seguida pela ação ativa?

“Ficou claro após os desafios de 2020, vários bloqueios e a mudança necessária para trabalhar em casa, que ouvir era a chave. Os líderes precisam ouvir mais os funcionários. E posso ver que essa ainda era uma questão importante durante nossas conversas. Isso me fez pensar se estivemos ouvindo, mas ainda não realizando ações claras e específicas o suficiente. Nós ao menos sabemos o que fazer com o que ouvimos? Dado o que foi denominado "a grande renúncia", questiono se as pessoas se cansaram do "mesmo velho normal, do mesmo jeito", com pouca ou nenhuma ação tomada, o que levou a danos e maiores taxas de desgaste de pessoal. Embora seja interessante ver empresas como a M&C Saatchi conduzindo “entrevistas permanentes” com a equipe em um esforço para resolver isso.”

2. Dissipando os mitos do trabalho híbrido

“Um ano depois, o trabalho híbrido ainda é um grande problema, após muita discussão e debate ao longo do ano. Não tenho certeza se temos todas as respostas, mas acho que estamos mais perto de entender o que isso realmente significa. O quinto mito é a crença em que muitos foram apanhados, de que híbrido é a resposta. Não é, e não podemos nos concentrar apenas em locais onde trabalhar; deve ser sobre cultura e uma "liberdade dentro de uma estrutura" muito mais ampla. Tem que haver um link para a cultura aqui e isso exige que estejamos mais conectados do que a tecnologia permite.”

3. Estamos nos concentrando o suficiente na diversidade e inclusão?

“Eu questionei em 2020 porque a diversidade e inclusão foram mencionadas apenas algumas vezes como uma área-chave de foco: “Por um ano em que raça, pertencimento e justiça foram um tema em todo o mundo, o fato de que não foi mencionado como uma tendência para comunicação e negócios me preocupam. Como tem havido tanta conversa sobre algo que leva a tão pouca ação?”

"Este foi um tópico em encontros recentes, mas ainda não tenho certeza se temos clareza sobre como agir e fazer as coisas seguirem em frente. Acho que ainda precisamos aprimorar nosso foco na criação de um senso de equidade, diversidade, inclusão e pertencimento em nossos locais de trabalho. É algo que vi acontecer com mais frequência no trabalho do cliente este ano.”

4. Compreendendo a nós mesmos como humanos

"Uma diferença marcante entre este ano e o ano passado é a ênfase e o interesse pela ciência comportamental nos recentes encontros. Tema que não aparecia no radar há um ano. Os delegados compartilharam recursos úteis sobre a aplicação de ideias e estruturas comportamentais para projetar e avaliar a mudança de comportamento. Talvez por causa de nossas experiências nos últimos dois anos, haja uma consciência maior de que precisamos entender mais as pessoas. Isso é algo que eu apoio totalmente - há até um capítulo inteiro no meu livro sobre isso!* Não podemos fazer uma mudança e consertar o caos organizacional sem compreender a nós mesmos e as pessoas ao nosso redor."

As tendências não se movem necessariamente tão rápido quanto gostaríamos

“Essas foram minhas principais observações. Acho que é importante lembrar que nem sempre é útil revisar as coisas anualmente. As tendências não acontecem necessariamente com a rapidez que gostaríamos. Certamente, alguns problemas demoram muito para serem resolvidos e alterados. Quando penso sobre o tema da medição ou comunicação do gerente de linha ou o valor da função de comunicação interna, essas perguntas se arrastam por mais de dez anos ... mas isso é um outro blog!"

"O que é interessante aqui é que no final de 2020 se tratava de ouvir, dar voz às pessoas, saúde mental e bem-estar. Esses problemas eram tão prioritários durante o “lockdown’ da pandemia, mas parecem ter menos prioridade agora. No final de 2021, pode ser que as mudanças adequadas tenham sido feitas e que estejamos passando a olhar para outras questões, como entender como as pessoas pensam, se comportam e interagem, e adaptar nossa comunicação com isso em mente, especialmente quando se trata de mudar.”

*Jenni Field é uma estrategista de comunicação empresarial com quase 20 anos de experiência em comunicação em diversas organizações. Autora do livro 'Influential Internal Communication: Streamline Your Corporate Communication to Drive Efficiency and Engagement'. Foi presidente do CIPR – Chartered Institute of Public Relations, de Londres, onde atualmente é bolsista.

Outros artigos sobre o tema

Communication trends in 2022 – and how they’re changing more slowly than we’d like!

Seis tendências de comunicação e marketing para 2022

Quais são as tendências de Comunicação para 2022?

10 tendências de comunicação para 2022

Tendências de comunicação corporativa para 2022

Redes Sociais

 redetwiter redeface redeflick  redelinkedin

bannerbotton livro